Você Mudou. E Agora Não Sabe Mais Quem É? | Agilidade Emocional — Susan David

Mudar e se sentir perdido podem acontecer ao mesmo tempo quando antigas formas de se definir deixam de orientar automaticamente suas escolhas.

Você começou a mudar.

Talvez tenha parado de dizer “sim” automaticamente.

Começou a questionar algumas expectativas.

Percebeu que não precisa resolver tudo.

Passou a estabelecer limites onde antes apenas cedia.

Algumas coisas que pareciam naturais já não parecem.

Era para isso trazer liberdade.

E talvez tenha trazido.

Mas junto pode ter aparecido uma sensação inesperada:

“Se eu não fizer mais o que sempre fiz, o que faço no lugar?”

Antes, certas situações vinham praticamente com instruções.

Alguém precisava de você.

Você ia.

Alguém se incomodava.

Você recuava.

Havia conflito.

Você se calava.

Era cansativo, talvez injusto, talvez até contrário ao que realmente queria.

Mas havia uma resposta conhecida.

Agora essa resposta começou a perder força.

E, em vez de encontrar imediatamente uma nova versão perfeitamente definida de si, você pode descobrir um espaço vazio.

Não quer voltar.

Mas ainda não sabe exatamente como seguir.

É aqui que Agilidade Emocional, de Susan David, oferece uma lente interessante.

Não para responder definitivamente:

“Quem sou eu agora?”

Mas para fazer outra pergunta:

é possível escolher sem precisar transformar cada pensamento, emoção ou história sobre nós mesmos em uma ordem?


A identidade antiga também funcionava como um manual

Alguns rótulos parecem apenas descrever quem somos.

Mas também podem carregar instruções.

“Eu sou a forte.”

Então:

não peça ajuda.

“Eu sou a boazinha.”

Então:

ceda.

“Eu sou a responsável.”

Então:

assuma.

“Eu sou tranquila.”

Então:

não confronte.

“Eu sou independente.”

Então:

não precise de ninguém.

O rótulo responde duas perguntas de uma vez:

quem eu sou?

e

como alguém como eu deve agir?

Enquanto essa identidade permanece estável, determinadas decisões quase não precisam ser analisadas.

O papel fornece a resposta.

O problema aparece quando você começa a perceber que aquele papel já não serve tão bem.

Talvez ainda exista carinho pela pessoa que você foi.

Talvez algumas características continuem importantes.

Mas certas regras começam a parecer estreitas demais.

E então desaparece algo que talvez você nem soubesse que possuía:

um manual de comportamento.


É possível deixar uma regra antes de encontrar outra

Existe uma expectativa de que mudança deva funcionar assim:

“Eu descobri o que estava errado.”

Depois:

“Descobri exatamente quem quero ser.”

E pronto.

Uma identidade sai.

Outra entra.

Mas talvez você consiga saber com bastante clareza:

“Não quero mais viver assim.”

muito antes de saber:

“Como quero responder em todas as situações daqui para frente?”

Isso não precisa significar que a mudança fracassou.

Pode significar apenas que você está em transição.

Você não quer mais ser a pessoa que sempre aceita.

Mas isso não significa que agora precise sempre recusar.

Não quer mais se calar diante de qualquer conflito.

Mas isso não significa que toda discordância precise virar confronto.

Não quer mais assumir responsabilidade por tudo.

Mas isso também não significa abandonar tudo que antes cuidava.

É justamente aí que outra dificuldade aparece:

se a regra antiga não vale mais, talvez cada situação precise ser realmente considerada.

E isso dá mais liberdade.

Mas também exige mais escolha.


O vazio depois da mudança

Algumas mudanças parecem libertadoras quando imaginadas.

Na prática, podem primeiro produzir estranheza.

Você começa a dizer menos “sim”.

E sente culpa.

Deixa alguém resolver um problema.

E se sente irresponsável.

Expressa uma preferência.

E parece egoísmo.

Pede ajuda.

E algo dentro de você diz:

“Isso não combina comigo.”

Você já não quer voltar ao padrão antigo.

Mas a resposta nova ainda não parece familiar.

É possível sentir-se temporariamente fora do personagem.

Esse vazio não deve ser romantizado.

Nem toda confusão significa crescimento.

Há mudanças que realmente nos afastam de coisas importantes.

Há decisões que merecem ser revistas.

Mas também existe uma possibilidade menos dramática:

talvez você esteja experimentando uma vida com menos respostas prontas.


O conhecido pode parecer verdadeiro apenas porque é conhecido

Há uma frase que aparece facilmente durante mudanças:

“Isso não sou eu.”

Talvez seja verdade.

Mas também vale perguntar:

como você sabe?

Às vezes, aquilo que chamamos de “eu” inclui comportamentos que praticamos durante tanto tempo que se tornaram familiares.

Familiaridade pode produzir sensação de naturalidade.

Por isso, uma resposta antiga pode parecer autêntica mesmo quando já não combina tão bem com aquilo que valorizamos.

E uma resposta nova pode parecer falsa simplesmente porque ainda exige atenção.

Isso não significa que toda estranheza deva ser ignorada.

Uma escolha pode parecer errada porque realmente entra em conflito com seus princípios.

Mas estranheza, sozinha, não resolve a questão.

Talvez seja preciso perguntar:

“Isso parece errado porque não combina comigo — ou porque não estou acostumado a agir assim?”

São perguntas diferentes.


Existe um risco em trocar um rótulo por outro

Quando percebemos que uma identidade antiga se tornou rígida, há uma tentação:

criar a identidade oposta.

Antes:

“Eu sempre coloco os outros primeiro.”

Depois:

“Agora eu sempre me priorizo.”

Antes:

“Eu nunca confronto.”

Depois:

“Agora eu digo tudo o que penso.”

Antes:

“Eu resolvo tudo.”

Depois:

“Agora não resolvo nada de ninguém.”

Isso parece mudança.

Mas ainda pode existir uma regra rígida por trás.

Você apenas trocou o conteúdo.

O funcionamento continua parecido:

um rótulo decide antecipadamente o que fazer.

O problema talvez não fosse simplesmente ser “a boazinha” ou “a forte”.

Talvez fosse precisar de uma definição tão rígida que ela respondesse automaticamente por você em situações muito diferentes.

Flexibilidade não exige virar o contrário daquilo que você foi.

Exige conseguir responder com mais sensibilidade ao que a situação realmente pede.


Onde entra Susan David e a ideia de agilidade emocional

Susan David é psicóloga e desenvolveu o conceito de emotional agility, apresentado em seu livro Emotional Agility e em seu trabalho sobre a forma como nos relacionamos com pensamentos, emoções e ações. Em sua apresentação oficial da abordagem, o ponto não é eliminar emoções difíceis, mas aprender a se relacionar com elas com maior abertura e escolher ações que façam sentido diante daquilo que importa.

Essa perspectiva possui afinidade com uma literatura mais ampla sobre flexibilidade psicológica, embora os conceitos não devam ser tratados como perfeitamente idênticos.

Na pesquisa em psicologia, flexibilidade psicológica costuma envolver a capacidade de permanecer em contato com experiências internas difíceis e ainda adaptar o comportamento de maneira compatível com objetivos ou valores relevantes. Revisões também apontam que o campo possui diferenças conceituais e problemas de mensuração, portanto não existe uma definição única e sem controvérsia para toda forma de “flexibilidade”.

Para este artigo, a contribuição mais útil é esta:

um pensamento ou uma história sobre você pode aparecer sem precisar assumir automaticamente o comando da sua próxima ação.


Você não precisa acreditar em toda história que aparece

Quando começamos a agir de modo diferente, algumas histórias internas podem surgir rapidamente:

“Eu não sou assim.”

“Estou virando egoísta.”

“Isso não combina comigo.”

“Eu sempre fui uma pessoa que ajuda.”

“Se eu fizer isso, vou virar alguém que não quero ser.”

Essas histórias não precisam ser combatidas.

Nem declaradas falsas.

Talvez algumas contenham informações importantes.

Mas existe uma terceira possibilidade entre:

obedecer

e

lutar contra elas.

Você pode observá-las.

“Estou tendo o pensamento de que estou sendo egoísta.”

Isso cria uma pequena distância.

A história continua presente.

Mas já não precisa funcionar automaticamente como instrução.

O fato de sua mente dizer:

“Uma pessoa boa faria isso.”

não significa que a próxima ação esteja decidida.

Ainda existe uma pergunta a fazer.


Flexibilidade não significa não ter princípios

“Ser flexível” pode soar como:

mudar de opinião a toda hora;

adaptar-se a qualquer coisa;

não ter posição;

não possuir identidade;

aceitar tudo.

Não é essa a ideia.

Flexibilidade sem direção seria apenas oscilação.

O ponto é justamente conseguir adaptar respostas sem perder contato com aquilo que realmente importa.

Você pode valorizar generosidade e ainda dizer não.

Pode valorizar autonomia e pedir ajuda.

Pode valorizar honestidade sem transformar toda sinceridade em agressividade.

Pode valorizar coragem e decidir que certa situação exige prudência.

Pode valorizar conexão e também manter privacidade.

Valores não precisam funcionar como regras matemáticas.

Eles ajudam a orientar escolhas quando diferentes coisas importantes precisam ser consideradas ao mesmo tempo.


Talvez “quem sou eu agora?” seja uma pergunta grande demais

Depois de abandonar um papel, a mente pode querer preencher imediatamente o espaço vazio.

“Então quem eu sou agora?”

Parece uma pergunta profunda.

Mas também pode exigir uma resposta impossível.

Talvez você não precise decidir hoje qual pessoa será daqui para frente.

Talvez precise apenas decidir como quer responder à próxima situação.

Então a pergunta muda.

Em vez de:

“Que tipo de pessoa eu sou?”

experimente:

“O que realmente importa aqui?”

Essa pergunta não fornece uma identidade pronta.

Mas fornece direção.


Valores podem orientar sem virar uma nova identidade

Valores são frequentemente confundidos com metas ou características.

Mas eles podem ser entendidos de maneira diferente:

como direções que ajudam a avaliar uma escolha.

Você pode valorizar:

  • generosidade;
  • autonomia;
  • honestidade;
  • cuidado;
  • justiça;
  • coragem;
  • aprendizado;
  • vínculo;
  • respeito.

E dois valores podem aparecer na mesma situação.

Imagine que alguém peça algo a você.

Você valoriza generosidade.

Mas também valoriza respeito pelos próprios limites.

Qual vence?

Não existe uma fórmula universal.

É justamente por isso que flexibilidade importa.

Valores não substituem uma regra antiga por outra.

Eles tornam a pergunta mais concreta:

“Qual resposta expressa melhor o que importa nesta situação específica?”

Na literatura sobre flexibilidade psicológica e Acceptance and Commitment Therapy, valores e ação comprometida aparecem como componentes importantes de comportamentos orientados por aquilo que a pessoa considera significativo, mesmo na presença de experiências internas desconfortáveis.


Você não precisa esperar a emoção certa para escolher

Imagine que você começou a estabelecer limites.

A primeira vez que disser não, talvez não sinta paz.

Talvez sinta culpa.

Talvez ansiedade.

Talvez vontade de voltar atrás.

Isso não significa automaticamente que a decisão foi correta.

Mas também não significa automaticamente que foi errada.

Emoções fornecem informação.

Não necessariamente uma sentença.

Esse ponto será aprofundado em outro artigo da Biblioteca Viva, porque a relação entre desconforto emocional e decisão merece sua própria investigação.

Por enquanto, basta notar algo:

uma escolha diferente pode carregar uma emoção antiga junto com ela.

Você não precisa resolver toda essa emoção antes de continuar observando o que realmente importa.


Uma prática simples: “O que importa aqui?”

Escolha uma situação real.

Não uma questão abstrata sobre toda a sua vida.

Pode ser:

um pedido;

um limite;

uma conversa;

uma decisão que você normalmente tomaria de modo automático.

Responda quatro perguntas.

1. O que minha antiga regra mandaria fazer?

Seja específico.

“Eu diria sim.”

“Eu ficaria quieto.”

“Eu resolveria sozinho.”

“Eu pediria desculpas imediatamente.”


2. O que estou sentindo diante da possibilidade de fazer diferente?

Culpa?

Medo?

Estranheza?

Alívio?

Raiva?

Ansiedade?

Não tente eliminar nada.

Apenas identifique.


3. O que realmente importa nesta situação?

Não:

“Que pessoa preciso provar que sou?”

Mas:

“O que merece orientar esta escolha?”

Talvez seja:

cuidado;

honestidade;

limite;

vínculo;

respeito;

autonomia.


4. Qual pequena ação expressaria isso?

Não precisa mudar sua identidade inteira.

Talvez seja apenas:

“Preciso pensar antes de responder.”

“Hoje eu não consigo.”

“Quero ouvir sua opinião.”

“Prefiro fazer de outra maneira.”

“Vou pedir ajuda nessa parte.”

A prática termina aí.

O objetivo não é descobrir quem você é.

É aprender a escolher um pouco menos por regra e um pouco mais por direção.


Você pode estar em transição sem estar necessariamente perdido

Há uma diferença entre:

não saber exatamente quem você é

e

não possuir direção nenhuma.

Talvez você ainda não tenha um novo rótulo.

Isso não precisa ser um problema.

Talvez você esteja justamente aprendendo que não precisa de uma definição fixa para cada situação.

Pode continuar conhecendo seus valores.

Reconhecendo seus limites.

Observando aquilo que importa.

Experimentando novas respostas.

Mudando algumas delas novamente.

Nada disso garante que toda decisão será boa.

Flexibilidade não produz infalibilidade.

A literatura científica sobre flexibilidade psicológica inclusive pede cautela: o campo contém múltiplas definições e instrumentos, e algumas medidas muito utilizadas receberam críticas metodológicas importantes.

A ideia útil não é:

“Seja flexível e tudo ficará bem.”

É mais modesta:

não transformar toda história interna em uma regra rígida pode ampliar as opções de ação disponíveis.


Onde entra Agilidade Emocional, de Susan David

Agilidade Emocional é uma obra voltada à relação entre pensamentos, emoções, histórias internas, valores e comportamento.

Susan David descreve a abordagem como uma maneira de navegar mudanças e desafios com maior abertura, sem precisar ignorar pensamentos ou emoções difíceis.

Para esta investigação, o livro pode ser particularmente útil para quem:

  • sente que alguns papéis antigos já não servem;
  • percebe histórias internas rígidas;
  • teme estar “virando outra pessoa” ao fazer escolhas diferentes;
  • sente necessidade de encontrar imediatamente um novo rótulo;
  • quer aprender a considerar pensamentos e emoções sem transformá-los automaticamente em ordens;
  • deseja usar valores como direção prática.

A obra não oferece uma identidade pronta para colocar no lugar da anterior.

Esse é justamente um de seus pontos mais interessantes para a Biblioteca Viva.

Ela ajuda a mudar a pergunta.

De:

“Quem devo ser agora?”

para:

“Como quero agir diante daquilo que realmente importa?”

Quer conhecer o livro?

Se você quiser aprofundar essa perspectiva diretamente na obra de Susan David, pode conhecer Agilidade Emocional na Amazon.

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O que essa perspectiva não explica sozinha

Sentir que “não sabe mais quem é” pode surgir em contextos muito diferentes.

Nem toda sensação de perda de identidade está relacionada a papéis rígidos ou mudança pessoal voluntária.

Ela também pode aparecer diante de:

  • luto;
  • separações;
  • aposentadoria;
  • perda profissional;
  • doença;
  • trauma;
  • mudanças familiares;
  • migração;
  • sofrimento psicológico;
  • alterações importantes na vida.

Em alguns desses contextos, a questão exige muito mais do que observar histórias internas ou valores.

Pode haver sofrimento intenso.

Pode existir necessidade de apoio social.

Pode ser apropriado buscar acompanhamento profissional.

Também é importante não transformar flexibilidade numa obrigação.

Há situações em que permanecer firme é exatamente o que nossos valores pedem.

Uma perspectiva psicológica é útil quando aumenta compreensão.

Não quando tenta explicar tudo.


Você não precisa substituir imediatamente quem você era

Talvez o desconforto apareça porque o antigo papel era restritivo.

Mas também previsível.

Ele dizia o que fazer.

Quando você deixa de obedecê-lo, nasce um tipo diferente de responsabilidade.

Você precisa escolher.

Nem sempre vai acertar.

Talvez volte ao comportamento antigo.

Talvez exagere na direção oposta e precise corrigir.

Talvez uma nova resposta pareça estranha por bastante tempo.

Nada disso exige que você descubra uma nova identidade definitiva.

Pode haver uma etapa intermediária.

Uma fase em que você sabe melhor aquilo que já não quer repetir do que aquilo que deseja fazer em todas as situações.

Essa fase pode ser desconfortável.

Mas não é necessariamente um vazio que precisa ser preenchido imediatamente.

Talvez seja espaço.


Para continuar explorando

Este artigo inaugura na Biblioteca Viva a Prateleira Emoções, Flexibilidade e Valores e acrescenta Susan David ao Tema Identidade e Mudança.

Cada autora e autor que já passou pela Biblioteca oferece uma pergunta diferente.

Carol Dweck:

Uma definição sobre mim precisa ser tratada como permanente?

Daniel Kahneman:

Estou avaliando todas as evidências ou dando peso excessivo às que combinam com minha história antiga?

James Clear:

Como novas ações começam a construir respostas comportamentais diferentes?

Brené Brown:

O que estou tentando proteger quando temo julgamento e exposição?

Susan David:

Quando uma história sobre mim aparece, ela precisa decidir automaticamente o que faço a seguir?

As perspectivas se encontram.

Mas não são intercambiáveis.

E agora a Biblioteca começa a avançar para uma pergunta nova:

como escolhemos quando já não queremos seguir automaticamente as regras que antes definiam nossa vida?

Na próxima situação em que sua resposta antiga já não parecer certa, experimente não perguntar imediatamente:

“Quem sou eu agora?”

Pergunte:

“O que realmente importa para mim aqui?”

Talvez você não precise de uma nova identidade hoje.

Talvez precise apenas de uma próxima escolha que faça sentido.


Referências

David, Susan. Emotional Agility: Get Unstuck, Embrace Change, and Thrive in Work and Life. Avery, 2016.

Susan David. Materiais oficiais sobre Emotional Agility, emoções difíceis, valores e mudança comportamental.

Kashdan, Todd B.; Rottenberg, Jonathan. “Psychological Flexibility as a Fundamental Aspect of Health.” Clinical Psychology Review, 2010. Revisão sobre flexibilidade, adaptação ao contexto e comportamentos coerentes com valores.

Cherry, Kathlyn M. et al. “Defining and Measuring Psychological Flexibility: A Narrative Scoping Review of Diverse Flexibility and Rigidity Constructs and Perspectives.” Clinical Psychology Review, 2021. Revisão sobre definições e limitações de mensuração do construto.

Macri, Jenna A.; Rogge, Ronald D. Revisão sistemática e meta-análise de processos de flexibilidade e inflexibilidade em Acceptance and Commitment Therapy, 2024.

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