Se você já se perguntou ‘por que procrastino se sei exatamente o que preciso fazer?’, o problema talvez não seja falta de informação.
Você sabe que precisa responder aquele e-mail.
A mensagem está aberta há dias.
Sabe que precisa marcar a consulta.
O telefone está na sua mão.
Sabe qual documento precisa preencher.
A página está salva.
Sabe que precisa conversar com alguém, organizar uma pendência financeira ou dar o primeiro passo em um projeto.
Não falta informação.
Em muitos casos, também não falta consciência das consequências.
Quando a pergunta é ‘por que procrastino?’, chamar tudo de falta de disciplina impede justamente a investigação do bloqueio.
Você sabe o que precisa fazer.
Sabe por que importa.
Às vezes sabe até como fazer.
E mesmo assim não começa.
Então aparece uma explicação aparentemente óbvia:
“Se eu realmente quisesse, já teria feito.”
Ou:
“Meu problema é falta de disciplina.”
Ou ainda:
“Eu sou muito procrastinador.”
Mas nenhuma dessas frases explica o que aconteceu.
Elas apenas transformam um comportamento em julgamento sobre a pessoa.
Existe uma pergunta mais útil:
o que exatamente está tornando esta ação difícil agora?
Porque saber o que fazer e conseguir fazer não são o mesmo problema.
Saber o que fazer e conseguir fazer são coisas diferentes
Conhecimento pode ser necessário.
Mas conhecimento, sozinho, não produz comportamento.
Você pode saber perfeitamente que precisa fazer exercício e continuar sedentário.
Pode conhecer sua situação financeira e ainda evitar abrir o extrato.
Pode entender que uma conversa precisa acontecer e adiá-la por semanas.
Pode saber que determinado projeto é importante e permanecer olhando para ele sem começar.
Isso acontece porque entre:
“eu deveria fazer”
e
“estou fazendo”
existem várias etapas.
É preciso identificar uma ação.
Começá-la.
Sustentar algum desconforto.
Dar atenção a ela em vez de a outras alternativas.
Acreditar minimamente que vale a pena tentar.
Encontrar espaço real na rotina.
E, muitas vezes, aceitar uma recompensa que só chegará mais tarde.
A pesquisa sobre procrastinação mostra justamente que o adiamento não depende de uma única causa. Uma grande meta-análise conduzida por Piers Steel encontrou associações importantes com fatores como aversividade da tarefa, expectativa de sucesso, distância temporal da recompensa e impulsividade, além de características relacionadas à autorregulação.
Isso já muda a pergunta.
Em vez de:
“Por que não consigo ter disciplina?”
podemos perguntar:
“Qual parte desta ação está difícil?”
“Não fiz” ainda não é uma explicação
Imagine duas pessoas adiando o mesmo relatório.
A primeira sabe exatamente o que precisa fazer, mas teme descobrir que o trabalho não está bom.
A segunda abre o documento e encontra um projeto tão vago que nem sabe qual deveria ser a primeira tarefa.
O comportamento visível é igual:
nenhuma começou.
Mas o bloqueio não é.
Agora imagine uma terceira pessoa.
Ela também não começou.
Só que passou o dia cuidando de filhos, resolvendo problemas no trabalho e cumprindo outras obrigações.
Talvez não exista ali um “problema de procrastinação”.
Talvez simplesmente não exista espaço suficiente para tudo que ela decidiu que deveria fazer.
É por isso que a frase:
“Eu não fiz.”
descreve o resultado.
Mas ainda não explica sua causa.
E tentar resolver causas diferentes com a mesma solução — mais cobrança, mais disciplina, mais força de vontade — pode piorar o problema.
Às vezes a tarefa não está clara o suficiente para começar
Considere esta pendência:
“Preciso organizar minha vida financeira.”
O que exatamente você deve fazer?
Cancelar um serviço?
Abrir o extrato?
Montar uma planilha?
Negociar uma dívida?
Pesquisar investimentos?
Separar recibos?
“Organizar minha vida financeira” descreve um projeto.
Não uma ação.
Compare com:
“Abrir o extrato do último mês e anotar três despesas recorrentes.”
Agora existe algo observável.
Você sabe quando começou.
E sabe quando terminou.
O mesmo acontece com:
“Preciso procurar emprego.”
versus:
“Abrir meu currículo e atualizar a experiência mais recente.”
Ou:
“Preciso cuidar da minha saúde.”
versus:
“Abrir o aplicativo e verificar os horários disponíveis para a consulta.”
Quanto mais abstrata uma pendência permanece, mais difícil pode ser descobrir onde a ação realmente começa.
Às vezes o problema não é resistência ao trabalho.
É que ainda não existe uma primeira ação suficientemente definida.
Às vezes você vê o projeto inteiro em vez do primeiro passo
Há tarefas que não são vagas.
São simplesmente grandes.
Você pensa:
“Preciso fazer a declaração.”
E imediatamente vê:
documentos;
comprovantes;
senhas;
informações que faltam;
erros possíveis;
horas de trabalho.
A ação concreta desaparece atrás da imagem do projeto completo.
O cérebro não encontra:
“abrir a pasta.”
Encontra:
“resolver tudo isso.”
Nesse momento, começar parece muito mais caro do que realmente é.
Essa diferença importa.
Porque você talvez esteja tentando obter motivação suficiente para terminar uma coisa inteira quando só precisa de energia suficiente para iniciar uma etapa.
Algumas tarefas carregam muito mais do que a própria tarefa
Há também pendências que parecem simples por fora.
Enviar uma mensagem.
Abrir um documento.
Fazer uma ligação.
Mas começar significa enfrentar alguma coisa.
Talvez:
- tédio;
- medo de errar;
- possibilidade de rejeição;
- sensação de incompetência;
- conflito;
- vergonha;
- incerteza;
- uma decisão que você preferia não tomar.
Nesse caso, adiar a tarefa pode trazer algo imediatamente valioso:
alguns minutos sem precisar sentir aquilo.
Esse mecanismo é importante na pesquisa de Timothy Pychyl e Fuschia Sirois. Eles argumentam que, em muitos episódios de procrastinação, o adiamento pode servir à regulação do humor no curto prazo: evitamos temporariamente uma tarefa aversiva e, com isso, também adiamos o desconforto associado a ela.
Mas aqui precisamos de uma cautela.
Isso não significa que toda procrastinação seja emocional.
O próprio conjunto da literatura aponta para múltiplos fatores.
Neste artigo, basta guardar esta possibilidade:
às vezes você não está evitando apenas a tarefa.
Pode estar evitando o que imagina que sentirá quando começar.
Voltaremos a esse mecanismo com mais profundidade no artigo de sexta.
Às vezes o custo está aqui e a recompensa está longe
Há outra característica comum em muitas tarefas adiadas.
O custo é imediato.
A recompensa não.
Estudar custa esforço hoje.
A prova pode estar a semanas de distância.
Poupar dinheiro exige renúncia agora.
O benefício será percebido mais tarde.
Começar um projeto exige trabalho agora.
O resultado talvez apareça daqui a meses.
Essa distância importa.
Na revisão de Piers Steel, o atraso até a recompensa aparece entre os fatores relevantes associados à procrastinação; teorias temporais de motivação tentam explicar justamente por que o valor percebido de uma ação pode mudar à medida que o prazo se aproxima.
Isso ajuda a entender uma experiência familiar:
durante três semanas, a tarefa parece impossível de começar.
Na noite anterior ao prazo, de repente você trabalha por horas.
A informação sobre a importância do trabalho não mudou.
O que mudou foi a proximidade da consequência.
Às vezes começar parece inútil porque você não acredita que conseguirá
Há tarefas cujo primeiro passo parece pesado porque a pessoa espera fracassar.
“Não vou conseguir fazer direito.”
“Já tentei antes.”
“Não sou bom nisso.”
“Vai ficar ruim.”
Essa expectativa pode reduzir a disposição para começar.
Isso também aparece na literatura: expectativa de sucesso ou autoeficácia está relacionada à procrastinação, embora obviamente não explique todos os casos.
Observe a diferença entre:
“Não quero fazer.”
e:
“Não acredito que fazer adiante alguma coisa.”
Por fora, as duas situações podem produzir o mesmo adiamento.
Por dentro, pedem respostas diferentes.
E se não houver espaço real para tudo?
Esta pergunta merece atenção especial:
você está procrastinando ou simplesmente tentando colocar tarefas demais dentro da mesma vida?
Há uma diferença.
Você pode ter:
trabalho;
casa;
filhos;
família;
compromissos;
problemas inesperados;
tarefas administrativas;
cuidado pessoal;
projetos.
E ainda manter uma longa lista mental de tudo que “deveria” estar fazendo.
Então chega o fim do dia.
Três coisas ficaram para trás.
A conclusão:
“Procrastinei novamente.”
Mas talvez você tenha trabalhado o dia inteiro.
Às vezes a pendência continua existindo porque outra coisa ganhou prioridade.
Nem todo adiamento é irracional.
Nem todo adiamento é problema.
E nem toda tarefa que colocamos na lista realmente deveria permanecer nela.
Isso também precisa fazer parte do diagnóstico.
Onde entra O fim da procrastinação, de Petr Ludwig
É aqui que O fim da procrastinação: Como parar de adiar o que precisa ser feito, de Petr Ludwig, entra na Biblioteca Viva.
O livro trata de procrastinação a partir do problema prático de transformar intenção em comportamento e organizar condições que favoreçam a ação.
Para a Biblioteca, ele não precisa funcionar como uma explicação total sobre por que alguém procrastina.
Nenhum livro precisa.
Sua utilidade aqui é ajudar a olhar para uma dificuldade muito concreta:
por que algo que reconhecemos como importante continua ficando para depois?
Essa pergunta também aparece na pesquisa acadêmica sobre procrastinação, inclusive no trabalho de Timothy Pychyl, Fuschia Sirois e Piers Steel. A literatura mostra que aversividade da tarefa, expectativa, tempo até a recompensa, impulsividade e regulação emocional podem participar do adiamento de maneiras diferentes.
A contribuição mais importante para este artigo não é uma fórmula para “vencer a procrastinação”.
É outra forma de olhar para o problema:
se você não começou, descubra primeiro o que está impedindo o começo.
Mais cobrança nem sempre resolve
Imagine este ciclo:
você adia.
Depois pensa:
“De novo não.”
Surge culpa.
Então aumenta a pressão:
“Amanhã eu tenho que resolver isso de qualquer jeito.”
Agora a tarefa não carrega apenas o trabalho original.
Também carrega:
- culpa;
- frustração;
- medo de repetir;
- cobrança;
- sensação de fracasso.
Ela ficou emocionalmente mais pesada.
Você adia novamente.
E interpreta o novo adiamento como prova de que precisa de ainda mais cobrança.
É possível ficar preso assim durante muito tempo.
Não porque cobrança nunca funcione.
Prazos e consequências realmente podem aumentar ação.
Mas porque pressão não esclarece necessariamente o bloqueio.
Ela pode fazer você correr.
Não necessariamente ajuda a entender por que só consegue correr quando tudo está pegando fogo.
Por que procrastino mesmo sabendo o que fazer?
Antes de procurar o aplicativo certo.
Antes do cronômetro.
Antes da agenda perfeita.
Antes de decidir que precisa ser mais disciplinado.
Experimente perguntar:
“O que exatamente está tornando esta ação difícil agora?”
E então investigue algumas possibilidades.
Falta de clareza
Eu sei qual é a primeira ação física e observável?
Tamanho
Estou tentando começar uma etapa ou mentalmente carregando o projeto inteiro?
Desconforto
O que terei de sentir, enfrentar ou descobrir quando começar?
Baixa expectativa
Acredito minimamente que consigo fazer essa primeira parte?
Recompensa distante
Todo o custo está agora e todo o benefício está muito longe?
Excesso de demandas
Existe realmente espaço para essa tarefa?
Dificuldade prática
Falta informação, recurso, dinheiro, autorização, ferramenta ou ajuda?
Perceba que nenhuma dessas perguntas é:
“O que há de errado comigo?”
Isso é deliberado.
Diagnóstico antes de estratégia
Duas pessoas podem precisar de soluções completamente diferentes.
Se falta clareza, talvez seja necessário definir melhor a ação.
Se o projeto parece enorme, talvez seja necessário reduzir o horizonte.
Se existe medo, quebrar a tarefa em pedaços pode ajudar — mas talvez não resolva sozinho a emoção ligada a ela.
Se a expectativa de sucesso é muito baixa, pode ser necessário obter informação, ajuda ou uma experiência inicial menor.
Se simplesmente não há espaço na rotina, nenhuma técnica de produtividade fará vinte horas caberem dentro de dez.
E se o adiamento está produzindo alívio emocional imediato, será preciso compreender o que você está evitando além da própria tarefa.
É por isso que diagnóstico vem antes de estratégia.
Não para transformar procrastinação em um exame psicológico.
Mas para evitar soluções genéricas para problemas diferentes.
Uma prática: torne a pendência real
Escolha uma única tarefa que você esteja adiando.
Não a sua vida inteira.
Não a lista completa.
Uma.
Agora responda:
1. O que exatamente preciso fazer?
Evite:
“Resolver isso.”
Descreva a ação.
2. Qual é a primeira ação observável?
Algo que outra pessoa conseguiria ver você fazendo.
Exemplo:
abrir o arquivo;
ligar para o número;
escrever o primeiro parágrafo;
separar o documento;
entrar no aplicativo.
3. O que torna essa ação difícil agora?
Não responda automaticamente:
“preguiça.”
Investigue.
4. Qual parece ser o bloqueio principal?
É:
- falta de clareza?
- tamanho?
- desconforto?
- baixa expectativa?
- recompensa distante?
- falta de espaço real?
- dificuldade prática?
Pode existir mais de um.
Mas escolha o que parece mais importante agora.
5. Qual é o menor passo concreto possível nas próximas 24 horas?
A pergunta não é:
“Como termino?”
É:
“O que consigo tornar real?”
Talvez o passo pareça pequeno demais.
Tudo bem.
Ele não existe para impressionar.
Existe para testar uma hipótese.
Se você acreditava que o problema era começar, comece uma pequena parte e observe o que acontece.
Talvez descubra que depois do primeiro passo continua difícil.
Ótimo.
Agora você sabe um pouco mais sobre o bloqueio.
Você não precisa resolver a tarefa inteira para aprender alguma coisa
Existe uma diferença entre:
resolver o problema
e
produzir informação sobre o problema.
Você abre o documento.
E percebe:
“Eu não sei o que escrever.”
Informação.
Faz a ligação.
Descobre que falta um documento.
Informação.
Começa a planilha.
Percebe que a tarefa é muito menor do que imaginava.
Informação.
Ou começa e sente uma ansiedade enorme.
Também informação.
O primeiro passo não serve apenas para avançar.
Ele também transforma uma ideia abstrata sobre o bloqueio em algo observável.
Responder ‘por que procrastino?’ exige olhar para a tarefa específica, não apenas para a própria força de vontade.
E se o problema não for procrastinação?
Essa pergunta também precisa permanecer aberta.
Dificuldade de iniciar tarefas pode aparecer em muitos contextos.
Por exemplo:
- exaustão;
- sobrecarga extrema;
- depressão;
- ansiedade;
- TDAH;
- outras condições de saúde;
- limitações econômicas;
- falta de recursos;
- responsabilidades conflitantes.
Não é possível diagnosticar nenhuma dessas condições simplesmente porque alguém adia tarefas.
E não é adequado chamar toda dificuldade de começar de procrastinação.
Às vezes descansar é necessário.
Às vezes abandonar uma tarefa é razoável.
Às vezes pedir ajuda é a resposta.
Às vezes a lista de obrigações precisa diminuir.
Uma lente sobre procrastinação é útil quando ajuda a compreender o comportamento.
Não quando transforma qualquer dificuldade humana em falha de produtividade.
Você sabe o que fazer. Agora descubra por que não começa
Talvez você realmente saiba o que precisa fazer.
Isso é importante.
Mas ainda é apenas uma parte da história.
Entre saber e fazer pode existir:
uma tarefa mal definida;
um projeto grande demais;
uma emoção que você preferiria evitar;
pouca expectativa de conseguir;
uma recompensa distante;
demandas demais competindo;
ou uma dificuldade prática que ainda não foi resolvida.
Então, da próxima vez que perceber uma pendência e pensar:
“Eu simplesmente não tenho disciplina.”
não aceite essa frase como diagnóstico.
Ela é vaga demais.
Escolha uma tarefa.
Olhe para ela.
E pergunte:
“O que exatamente está tornando esta ação difícil agora?”
Depois transforme a resposta no menor passo concreto que puder realizar nas próximas 24 horas.
Não para provar que deixou de ser procrastinador.
Não precisamos criar outra identidade.
Apenas para descobrir melhor qual problema você realmente precisa resolver.
Conheça O fim da procrastinação
Se você quiser aprofundar a discussão sobre procrastinação e a transformação de intenção em ação, O fim da procrastinação: Como parar de adiar o que precisa ser feito, de Petr Ludwig, está disponível em português.
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Como participante do Programa de Associados da Amazon, sou remunerado pelas compras qualificadas efetuadas.
Para continuar explorando na Biblioteca Viva
Este artigo abre a Prateleira Procrastinação, Evitação e Ação, dentro do território Comportamento, Escolhas e Mudança.
Ele também se conecta a outras perguntas que já investigamos.
Com James Clear, em Hábitos Atômicos, perguntamos como contexto, repetição e condições podem tornar certas respostas mais disponíveis.
Aqui, a pergunta vem antes:
por que uma ação que conscientemente desejamos continua difícil de iniciar?
Com Carol Dweck, aprendemos a desconfiar da transformação de uma dificuldade em definição permanente sobre nós mesmos.
Aqui isso significa evitar:
“Não comecei porque sou preguiçoso.”
quando ainda nem investigamos o que aconteceu.
E com Susan David, podemos aprofundar a participação das emoções nas escolhas.
Essa ponte será particularmente importante no próximo artigo, quando a pergunta muda de:
“Por que estou adiando?”
para:
“O que esse adiamento está me oferecendo agora?”
Porque às vezes compreender o que torna uma tarefa difícil é apenas o começo.
Referências para o artigo
Ludwig, Petr. O fim da procrastinação: Como parar de adiar o que precisa ser feito.
Pychyl, Timothy A. Solving the Procrastination Puzzle.
Sirois, F. M.; Pychyl, T. A. “Procrastination and the Priority of Short-Term Mood Regulation: Consequences for Future Self.” Social and Personality Psychology Compass, 2013. O trabalho propõe que, em muitos episódios de procrastinação, regular o humor no curto prazo pode ganhar prioridade sobre objetivos de longo prazo.
Steel, Piers. “The Nature of Procrastination: A Meta-Analytic and Theoretical Review of Quintessential Self-Regulatory Failure.” Psychological Bulletin, 2007. A meta-análise encontrou relações consistentes entre procrastinação e fatores como aversividade da tarefa, expectativa/autoeficácia, atraso da recompensa e impulsividade.